Amigos do coração e cardiopatas

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quarta-feira, 28 de março de 2012

Vida monástica



Vida monástica
A vida monástica não é uma estrutura que garanta, por si, o bom êxito; é um caminho no deserto. Neste se deve ir seguindo na caravana do povo de Deus, cada um com sua própria bagagem, para poderem, todos juntos, alcançar a meta.

No deserto é fácil cair, ser presa de epidemias, perder de vista o destino, ser enganado por qualquer miragem, desfalecer antes de chegar ao lugar desejado. A um certo ponto sobrevem o desalento, hora em que não se sabe mais como nem por que ir adiante. Esse desnorteio, essa obscuridade ocorre para todos, também para quem parece possuir carismas especiais e ter sido privilegiado pelo Senhor com dons e proteções extraordinários. Nem mesmo os maiores profetas como Natan, Eliseu, Jeremias foram livres dos momentos de obscuridade. Também para eles houve dias em que se sentiram incapazes de profetizar, dias em que contestaram com força a própria vocação. Na vida monástica não se está absolutamente seguro de nada. Às vezes, não obstante os abundantes dons de Deus, não obstante um caminho de noviciado fulguroso, não obstante um elan inicial que pareça permitir ao jovem passar adiante de outros mais velhos, chega a certo ponto a paralisia, a tentação, a fuga. Por isso é absolutamente necessário que a oferta da própria vida, as promessas, os votos venham unicamente em resposta a Deus, em conseqüência do seu amor que precedeu em nos chamar.

Posso tudo naquele que me fortalece,e é na minha fraqueza que serei forte.Assim seja.

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